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O ramo da neurologia é considerado por muitos um dos mais difíceis da medicina. E isso não é de graça: o cérebro é, de longe, o órgão mais complexo do corpo humano! Por isso existem tantas áreas de conhecimento que o estudam.

Hoje vamos conhecer mais uma abordagem possível: a estatística aplicada à neurociência! Confira!

O que é a neuroestatística?

A neuroestatística é uma soma da neurologia com estatística. Mas, sem pressa: vamos primeiramente ver os ingredientes dessa receita?

As neurociências são um ramo de conhecimento que têm como objetivo investigar do que é feito e como funciona o cérebro humano.

Já a estatística é uma ferramenta que nos possibilita medir quantas vezes acontece uma série de eventos e em que medida eles têm relação entre si. Por ser uma ferramenta baseada em números, ela pode ser aproveitada em várias situações, como na epidemiologia (para o padrão de espalhamento de doenças), por exemplo.

Uma aplicação possível é para fenômenos biológicos: a bioestatística. E dentro da bioestatística existe a neuroestatística, que junta a estatística com a neurologia. Veja como ela pode ser útil!

Como funciona a estatística aplicada à neurociência?

Saiba que não existem muitos procedimentos laboratoriais para a neurologia. Assim, não existem tantos conceitos laboratoriais que ajudem a interpretar os dados que se geram nos experimentos. Isso torna muito difícil o trabalho nessa área.

Mas, se os conceitos provêm da estatística, esse cenário já muda: modelos matemáticos e séries temporais já começam a dar um suporte único.

O cérebro recebe estímulos do ambiente externo ao corpo. Nesse momento, ele codificará estímulos em padrões, comparando o estímulo com muitos modelos pré-determinados que ele já guarda anteriormente. Os especialistas acreditam que essa codificação segue um modelo estatístico. Ela vai gerar uma atividade elétrica, que é captável por aparelhos.

Assim, é possível descrever essa atividade em modelos matemáticos. Por exemplo: é possível medir estímulos elétricos cerebrais a partir de um estímulo de longa duração, e investigar como o cérebro capta as regularidades.

Disso tudo são gerados gráficos chamados evoluções temporais de registros eletrofisiológicos. Alguns especialistas chamam esses gráficos de “avalanches neuronais”. O importante é que elas seguem uma lei de potência, um padrão.

Agora, imagine muitos e muitos pesquisadores fazendo essas pesquisas ao mesmo tempo. Com muitos dados fica difícil de conversar entre si, não? Por isso, iniciativas como softwares são muito bem-vindas. E esse é o caso do NES.

O que é o software livre NES?

O computador é um aparelho que também consegue fazer cálculos. Mas, diferentemente do cérebro, ele consegue fazer muitos e muitos cálculos simultâneos. Isso permite mais operações em menos tempo e com maior possibilidade de se relacionar variáveis.

De olho nesses benefícios, o Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática, com apoio da FAPESP, lançou o software livre chamado Neuroscience Experiments System (NES).

As funções dele são armazenar, organizar, controlar e gerenciar dados experimentais e clínicos, mas também instrumentos de coleta, tal como questionários. Tudo é disponível publicamente, o que facilita a cooperação dos cientistas.

Melhorias

Os primeiros pesquisadores a contribuírem com o software foram os do Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC), da UFRJ, mas esse foi só o começo.

Os programadores pretendem que seja possível registrar informações de protocolos experimentais e de medidas fisiológicas, assim como de neuroimagem e de ressonância magnética. Pesquisas com animais e sugestões de laboratórios associados com o CEPID também estão no plano.

Mas, ainda existem contribuições inesperadas. Como o código do programa é aberto, quem o baixou pode também fazer adaptações para sua pesquisa.

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